domingo, 6 de dezembro de 2009

Prece ao Senhor

Izaias Ferriera de Melo


Oh, Deus se o Senhor puder
Olhe a terra com carinho
O planeta esta sem rumo
Já não segue seu caminho
O pulmão desse planeta
Não consegue respirar
Já não tem bichos nas matas
Já não tem peixe no mar
O homem tudo destrói
Não merece essa Terra herdar
O Senhor nos deu a Terra
Não deixou nada falta
Criou vales, criou serra
Separou tudo com o mar
Fez montanha fez floresta
Para a Terra respirar
E o homem que criou
Tenta tudo desmatar
Oh, Senhor ouça essa prece
Volte aqui pra nos ajudar
Já não temos as baleias
Nem os pássaros a voar
Se a Terra se acaba
Onde o homem vai morar
05/12/2009

DE UM VELHO QUE AINDA SONHA

Ah, meu amor, quando eu morrer não me enterre no chão frio,
me creme e jogue as cinzas nas águas limpas de um rio.

Depois que o pó com as águas se misturar,
descerei com a correnteza, até desaguar no mar.

E descendo rio abaixo, vendo floresta e remanso,
minha alma corre livre, pois agora não me canso.

Mas se um dia essa água para um lago me levar,
A noite, olhando as estrelas, em cada uma vou te achar.

E o sol, atrás dos montes, vem trazer toda alegria
Com calor, e vendo forte, vai nascendo um novo dia.

Quando o calor já tão intenso essa água evaporar,
Subirei até o céu, indo com a nuvem me encontrar.

E quando na tardinha, uma chuva fina, teu rosto acariciar...
Serei eu, amada minha, que voltei pra te amar!

Izaias Ferreira de Melo
23/09/2008 - 20h

NUM CORAÇÃO TÃO SOFRIDO


Izaias Ferreira de Melo

Hoje a noite, na solidão
do meu pobre coração,
sai a te procurar,
vaguei pelo universo
da poesia e do verso,
mas não pude te encontrar.

Procurei você nas ruas,
procurei você na lua,
porém, não pude te encontrar.
Procurei você no espaço
E em toda a constelação...
Procurei até nos planetas,
mas você não tava não!

E na esperança de vê-la
procurei em cada estrela,
mas você não tava lá.
Procurei você na terra
entre matas, rios e serras
e nas profundezas do mar.
E o tempo foi passando
eu sempre te procurando
não via o tempo passar.

Hoje velho e já cansado
de tanto ter caminhado,
tomei uma decisão –
Vou rasgar meu velho peito,
ver qual o defeito
que trago no coração!

E quando meu peito abri
foi ai que descobri
por que vivia a sofrer...
lá, no meu peito escondido,
num coração tão sofrido,
se escondia você.