domingo, 6 de dezembro de 2009

DE UM VELHO QUE AINDA SONHA

Ah, meu amor, quando eu morrer não me enterre no chão frio,
me creme e jogue as cinzas nas águas limpas de um rio.

Depois que o pó com as águas se misturar,
descerei com a correnteza, até desaguar no mar.

E descendo rio abaixo, vendo floresta e remanso,
minha alma corre livre, pois agora não me canso.

Mas se um dia essa água para um lago me levar,
A noite, olhando as estrelas, em cada uma vou te achar.

E o sol, atrás dos montes, vem trazer toda alegria
Com calor, e vendo forte, vai nascendo um novo dia.

Quando o calor já tão intenso essa água evaporar,
Subirei até o céu, indo com a nuvem me encontrar.

E quando na tardinha, uma chuva fina, teu rosto acariciar...
Serei eu, amada minha, que voltei pra te amar!

Izaias Ferreira de Melo
23/09/2008 - 20h

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